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Canon Quasar Lontra e EMA Brasil completam o Eco-Challenge
20/10/02 - Fernando Fragoso


Foto: Tommy Baynard Terminou hoje, no arquipélago de Fiji, o Eco-Challenge 2002, uma das maiores e mais importantes corridas de aventura do mundo. Foram 240 horas ralando, dias e noites. Os campeões, a equipe Seagate.com NZ (Nova Zelândia) foram conhecidos alguns dias atrás. Nascidos no "berço" das corridas de aventura, os gringos precisaram de 6 dias e 23 horas para completar os 500 km do percurso, que reuniu as modalidades: trekking, mountain biking, canyoneering, costeira, caiaque individual, caiaque oceânico, técnicas verticas, orientação e remo em embarcações locais de bambú.

Duas equipes brasileiras conseguiram completar o desafio. A Canon Quasar Lontra (Fabrízio Giovannini, Marina Verdini, Rafael Reyes e Victor Teixeira) chegou na 10ª colocação, comprovando o potencial do grupo, principal equipe tupiniquim no esporte. A galera da EMA Brasil (Alexandre Freitas, Carmem Silva, Eduardo Coelho e José Roberto Pupo) também cruzou a linha de chegada, no 19º lugar. Muitos competidores afirmaram que esta edição foi a mais difícil já realizada. Das 81 equipes que largaram, apenas 23 sobreviveram.

As paradisíacas ilhas, no Pacífico Sul, castigaram os atletas com forte calor e umidade, resultando em desidratação e muitas bolhas nos pés. Sem equipe de apoio, os competidores foram responsáveis por carregar seus alimentos, a água, definir a melhor estratégia, transportar equipamentos de emergência e motivar-se nos momentos de exaustão. Auto-suficientes, determinados. Com certeza, não é para qualquer um. Parabéns à todos que acreditam. É difícil, mas não impossível. São momentos que ficarão guardados para sempre por todos que estiveram lá. Sofrendo ou não. Exemplo de superação.


Seagate.com NZ vence o Eco-Challenge 2002 em Fiji
18/10/02 - Fernando Fragoso


Foto: Tommy Baynard Como no ano passado, duas equipes brigaram pela vitória até o último dia. As mesmas equipes. Se em 2001 os norte-americanos saíram vitoriosos, agora foi a vez dos "kiwis" da Nova Zelândia comemorarem. O time capitaneado por Nathan Fa'avae chegou seis horas e cinco minutos na frente da Golite/Balance Bar, de Ian Adamson. A Seagate.com NZ completou os 500 quilômetros de percurso em 6 dias e 23 horas. Na terceira posição, cruzaram os australianos da Air Pacific, equipe que chegou a liderar a prova nos primeiros dias. Outras duas equipes que vinham se alternando nas primeiras colocações, Buff AXN (Espanha) e Montrail/Parallax (EUA) foram desclassificadas.

Para fechar os top 5, a Mazda (África do Sul) e Earthlink (EUA) seguem remando os caiaques oceânicos. Os finlandeses da Nokia Adventure, atuais campeões mundiais, vem em 6º lugar. O desafio também não terminou para os brasileiros. As equipes Canon Quasar Lontra e EMA Brasil continuam na luta. Pelos números e depoimentos de atletas, no inferno. Das 81 equipes que largaram, apenas 23 seguem na competição. Após oito dias, a Canon Quasar Lontra (Fabrízio Giovannini, Marina Verdini, Rafael Reyes e Victor Teixeira) está no PC 12, num total de 18, resistindo bravamente na 9ª colocação. Já a EMA Brasil (Alexandre Freitas, Carmem Silva, Eduardo Coelho e José Roberto Pupo) encontra-se no PC 7, em 19º lugar. O tempo limite para completar o percurso são dez dias.

A terceira equipe brazuca, AXN Atenah (Silvia Guimarães, Eleonora Audrá, Karina Bacha e Eduardo Sarhan), abandonou a competição após uma infecção no pulso de Nora. Segundo informações da mãe da atleta, o ferimento surgiu porque Eleonora estava com a bússola presa na pulseira do relógio. Fizeram o melhor, com certeza. O trio ainda tentou completar a prova numa homenagem à amiga, mesmo sem classificação, mas foi eliminado dois dias depois. A brasileira está em recuperação, num hospital em Namaka. Falta pouco galera!


Eco-Challenge em fase decisiva
16/10/02 - Fernando Fragoso


Foto: Tommy Baynard A batalha no paradisíaco arquipélago de Fiji, no Pacífico Sul, já dura seis dias. O calor, a exaustão e o racionamento de água e comida estão liquidando os competidores. Das 81 equipes que largaram, apenas 48 seguem ranqueadas. Outras 12 continuam na prova, mas sem classificação. Entre elas, infelizmente, a AXN Atenah Brasil. A atleta Eleonora Audrá contraiu uma infecção, que se espalhou por todo o corpo, enfraquecendo seu organismo.

Nora foi resgatada pelo helicóptero no PC 7 e levada até a base médica no PC 8, onde passou por alguns exames. De acordo com as últimas informações divulgadas pela organização, a atleta encontra-se em recuperação no hospital, em Namaka. O médico Adrian Cohen, chefe da equipe de resgate do Eco-Challenge, comentou a possibilidade de Nora ter ingerido água contaminada, o que pode ter agravado o seu estado.

Os atletas estão dormindo em média duas horas por dia, estudando mapas, suando, amenizando conflitos dentro da equipe, procurando trilhas na floresta, encontrando na intuição, o melhor caminho durante a madrugada. Esse é o espírito do Eco-Challenge, a superação, a determinação. Muitos estão lá "apenas" para completar o percurso. Mas não era o caso da Atenah. A equipe chegou a ocupar a quarta colocação na prova. Valeu Nora!

As outras equipes brasileiras, Canon Quasar Lontra e EMA Brasil, também estão com dificuldades. Normal numa corrida de aventura de 500 km, considerada a mais difícil do mundo. Depois de resistir no 10º posto por vários dias, a Canon Quasar Lontra (Fabrízio Giovannini, Marina Verdini, Rafael Reyes e Victor Teixeira) perdeu muito tempo entre os postos de controle 7 e 8, caindo para o 11º lugar. Ainda não se sabe se foi um erro de navegação, uma parada para descanso ou problema físico com algum membro da equipe.

A EMA Brasil (Alexandre Freitas, Carmem Silva, Eduardo Coelho e José Roberto Pupo) subiu algumas posições e está na 23ª colocação. A equipe ainda pode se destacar na segunda metade da corrida, devido aos trechos de canoagem, especialidade dos atletas. A equipe está a caminho do PC 7, num total de 18. O tempo limite de prova são dez dias.

Em primeiro lugar está a Buff AXN (Espanha), seguida pela Seagate.com (Nova Zelândia) e Golite/Balance Bar (EUA). Em quarto e quinto lugares, duas quipes que já lideraram a competição: Air Pacific (Austrália) e Montrail/Parallax (EUA). Pela primeira vez, os líderes abriram uma boa vantagem. Três horas depois da Buff AXN passar pelo PC 13, a Seagate ainda estava no PC 12. Isto significa que se os espanhóis conseguirem manter o ritmo nas próximas horas, poderão ser os campeões do Eco-Challenge 2002.


Equipes brasileiras superando limites no Eco-Challenge
14/10/02 - Fernando Fragoso


Foto: Tommy Baynard Nos últimos quatro dias, enquanto você dormia, almoçava, tomava banho, assistia televisão ou seja lá qual fora a sua atividade, os participantes do Eco-Challenge, uma das maiores corridas de aventura do mundo, estavam desafiando os próprios limites, nas Ilhas Fiji. E continuam lá. Com 500 km de percurso total, até o momento os atletas fecharam um terço da prova. Já rolou trekking, remo (caiaques e embarcações de bambú), técnicas verticais, mountain biking e muita navegação.

As três equipes brasileiras seguem na competição, enfrentando algumas dificuldades mas resistindo ao calor e o cansaço. Na última listagem divulgada pela organização, a Canon Quasar Lontra (Fabrízio Giovannini, Marina Verdini, Rafael Reyes e Victor Teixeira) ocupava a 10ª colocação, entre os 68 times que ainda estão na prova. Desde o início do Eco-Challenge, é a equipe brasileira mais regular.

A AXN Atenah, formada por Silvia Guimarães (Shubi), Eleonora Audrá, Karina Bacha e Eduardo Sarhan, depois de uma largada explosiva, posicionando-se entre os cinco primeiros, diminuiu o ritmo e vem administrando o 13º lugar. A equipe preferiu descansar para recuperar as forças e agora segue renovada. Vale lembrar que são três mulheres na equipe, com experiência em provas internacionais.

Já a EMA Brasil, com Alexandre Freitas, Carmem Silva, Eduardo Coelho e José Roberto Pupo, adotaram uma estratégia mais conservadora. Os brazucas estavam em 36º lugar e agora ocupam a 27ª colocação. Alexandre Freitas, organizador da Expedição Mata Atlântica, a maior corrida de aventura do Brasil, sofreu com a desidratação, dormiu e está recuperado. A principal preocupação das equipes é a navegação na floresta fechada. Inóspita.

Na liderança da prova está a Montrail/Parallax (EUA), seguida pela Golite/Balance Bar (EUA) e Buff AXN (Espanha). Mas nada está definido, a distância entre os times é pequena. Vale a sua torcida pelos brasileiros, que treinaram muito para enfrentar este desafio. Se os atletas de ponta estão considerando esta edição a mais difícil, completar a prova bem posicionado será uma vitória. Estratégia e raça!


As equipes brasileiras no Eco-Challenge 2002
12/10/02 - Fernando Fragoso


Foto: Tommy Baynard Após 48 horas de prova, os participantes do Eco-Challenge, uma das maiores corridas de aventura do mundo, seguem em ritmo forte para completar os 500 km da competição. O tempo limite para a conclusão do percurso é 10 dias, alternando várias modalidades esportivas. Três equipes estão representando o Brasil nesta edição, que está acontecendo nas Ilhas Fiji: Canon Quasar Lontra, AXN Atenah e EMA Brasil.

A AXN Atenah, formada por Eleonora Audrá, Eduardo Sarhan, Karina Bacha e Silvia Guimarães, é a equipe brazuca melhor colocada até o momento, em 10º lugar. A equipe chegou a ocupar a quarta posição, durante as primeiras 24 horas de prova. A Canon Quasar Lontra, com Fabrízio Giovannini, Marina Verdini, Rafael Reyes e Victor Lopes Teixeira, faz uma prova mais regular, mantendo-se na 13º colocação. Já a EMA Brasil (Alexandre Freitas, Eduardo Coelho, José Roberto Pupo e Carmem Silva) segue em recuperação. A equipe estava em 36º lugar e agora ocupa a 24º colocação.

É impossível indicar os favoritos numa prova tão complexa. Os atletas fizeram um trecho de trekking, remaram embarcações locais de bambú e estão finalizando o mountain biking. A equipe australiana Air Pacific liderou a competição por 40 horas, mas diminuiu o ritmo caindo para 4º lugar. Os franceses da Spie assumiram a ponta, abrindo doze minutos de vantagem para os segundos colocados, os norte-americanos da Montrail Parallax. Em terceiro está a equipe Mazda (África do Sul). A estratégia das equipes é dormir o mínimo possível.

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